Retrocon 2023 – O evento que me fez reavaliar minha perspectiva sobre a verdadeira grandiosidade de um evento.

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No último final de semana (29 e 30 de julho), ocorreu a 1ª edição da Retrocon, um evento voltado para o público retrogamer, realizado na Pro Magno, localizada na Casa Verde, São Paulo. O evento foi organizado pela A Casa dos Videogames, Mr. Games e a Warpzone.


Já adianto, caro leitor, que este texto proporcionará uma sensação de bipolaridade, onde só compreendi a verdadeira essência do evento em seu segundo dia. Mas antes, uma breve explicação.

Durante sua participação no FlowGames em 5 de julho de 2023, o Tiozão, dono da A Casa dos Videogames, foi questionado sobre o evento. Ouça por si mesmo no link do vídeo abaixo:


Fiquei com a impressão de que o Tiozão estava desafiando a BGS, criando um evento para competir com o maior da América Latina. Movido por esse pensamento, fui ao primeiro dia do evento.

Ao chegar lá, fiquei surpreso com o tamanho “pequeno” do evento. Um palco pequeno, fliperamas, estandes indie, estúdio Flow Games, área de campeonatos, museu Tectoy (em dois estandes), lojas de souvenires e área de alimentação. Além dos espaços dos organizadores A Casa dos Videogames, Mr. Games e Warpzone, que até estavam gravando um episódio para o WarpCast. Em resumo, é um evento que pode ser explorado em cerca de uma hora, com muita disposição. Confesso que, ao ir para o evento com a expectativa de uma competição de nível com a BGS, me senti frustrado, pois não correspondeu ao que me foi prometido. Conversei com algumas pessoas e percebi que elas tiveram a mesma impressão.



Após o primeiro dia do evento, enquanto estava em casa, comecei a pensar em tudo que foi conversado e apresentado por eles.

Será que o evento realmente estava tentando competir com a BGS?

Não, muito pelo contrário. Ele pretendia ser um ambiente acolhedor para os entusiastas dos jogos retrô. Assim como nos anos 80 e 90, não precisávamos de muito para nos divertir. Fica claro que o Tiozão estava falando com o coração e não com a razão ao mencionar a BGS na entrevista. Na minha opinião, ele poderia ter promovido o evento sem fazer referência ao outro. Agora entendo isso. Afinal, o Podcast Paralello também nasceu dessa forma, porque não nos sentíamos bem acolhidos em um lugar e decidimos criar nosso próprio espaço. Como minha mãe, Dona Maria, costuma dizer: “Na casa dos outros pode ter ouro em pó, mas nunca será como em nosso lar.”. Com esse pensamento em mente, parti para o segundo dia do evento.



Ao chegarmos na Barra Funda para encontrar Caio Nery, nos deparamos com uma figura familiar: o Mano Beto da Warpzone, com o celular descarregado ( episódio sobre a Retrocon abaixo). Decidimos dar uma carona a ele. No caminho, conversamos um pouco e percebemos o quanto ele estava feliz por fazer parte daquele momento. Era evidente o quanto foi trabalhoso e gratificante chegar lá e marcar seu espaço.

Episódio Visão Paralella – Retrocon

Thiago Als – Podcast Paralello / Caio Nery – Area78 / Podcast Paralello / Sidney Rodrigues e Mano Beto – Warpzone


Ao entrar no evento e conversar com expositores e visitantes, percebi que todos sentiram que estavam sendo bem recebidos e representados.



Enquanto descansava um pouco na área de alimentação, pensei novamente em tudo que tinha presenciado e ouvido nos últimos dois dias. Compreendi que o evento foi perfeito para sua primeira edição, com quase tudo cuidadosamente planejado. Fliperamas da A Casa dos Videogames à disposição para jogarmos, e não eram máquinas multijogos com controles ruins, como mencionamos em nosso episódio sobre outro evento. Eu mesmo nunca tinha jogado em uma máquina Neo Geo azul. Além disso, vi as máquinas de Pinball do Street Fighter, Tartarugas Ninjas e do Mario, todas com alguém presente durante o evento para consertos, caso fosse necessário.


O palco não era pequeno, mas sim adequado às necessidades do evento. De qualquer lugar, era possível ver e ouvir quem estava no palco.



Houve campeonatos de Marvel vs Street Fighter, Street Fighter Zero 2, Tekken 3, além de uma máquina CPS2 que estava à venda no local.



A área indie contava com desenvolvedores apresentando seus jogos, sem a agitação e correria característica de outros eventos.



YouTubers retrô como Velberan, Fiaspo, Rato Borrachudo, BRKS Edu, entre outros, estavam presentes, e mesmo não sendo VIPs, circulavam tranquilamente pelo evento.



Algumas melhorias são necessárias, como a ausência de bebedouros (em um evento pago e fechado, a falta de água é uma falha) e o mapeamento de certas áreas que poderiam ter sido melhor aproveitadas.

A Retrocon 2023 foi um evento que, confesso, levei um dia para entender, mas, depois disso, foi uma experiência nostálgica incrível. Fiquei feliz por reencontrar amigos e conhecer pessoas com quem só tínhamos contato online. Esse foi o mesmo sentimento que tínhamos ao sair com a galera para fliperamas ou locadoras.

A realização que o Mano Beto mencionou? Bem, experimentei o mesmo sentimento ao longo desses 3 anos de Paralello, e sei que os organizadores da Retrocon compartilham dessa sensação.

Mal posso esperar a edição de 2024!

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