Dispatch é a sátira de super-heróis perfeita

AREA 78 | Dispatch é a sátira de super-heróis perfeita

AREA 78 | Dispatch é a sátira de super-heróis perfeita

Joguei Dispatch em live no meu canal na Twitch e, sem exagero, foi uma das experiências mais viciantes que tive recentemente. O jogo é basicamente uma mistura de Invincible com The Boys, só que em formato de game narrativo no estilo dos clássicos da Telltale, e não é à toa: ele foi desenvolvido pela AdHoc Studio, um estúdio formado por ex-devs da Telltale Games.

O game é relativamente curto: a história completa tem 8 capítulos, com aquele ritmo de série que você maratona sem perceber o tempo passar.Falando rapidinho da história: em Dispatch você acompanha Robert Robertson III, o Mecha Man, um herói de terceira geração que perde o traje e acaba sendo “rebaixado” a trabalhar como despachante no Superhero Dispatch Network (SDN). Em vez de sair voando por aí, você precisa decidir quais heróis (ou ex-vilões) vão para cada missão, lidar com crises, tretas internas, política de escritório e todas as consequências dessas escolhas em um mundo de super-heróis cheio de problemas bem humanos.

AREA 78 | Dispatch é a sátira de super-heróis perfeita

Durante a gameplay, uma das coisas que mais me surpreendeu foram alguns minigames que aparecem enquanto você está “trabalhando”, coordenando a equipe de heróis. Em momentos específicos surgem uns puzzles de hacking que, além de superdivertidos, dão aquela sensação maravilhosa de “caramba, sou F@#$!”. Eles quebram o ritmo da narrativa na medida certa e deixam tudo mais dinâmico.

Minha experiência jogando foi basicamente: fissurado do começo ao fim. Sabe aquele jogo que você pensa “vou fechar só mais um capítulo” e quando vê já terminou a temporada inteira? Foi exatamente isso. Ao mesmo tempo, eu estava com um pé atrás o tempo todo com medo de tomar ban na Twitch, porque o jogo é +18, tanto em linguagem quanto em temas e situações. Então já fica o recado: cuidado ao jogar na sala de estar com a família circulando, porque não é exatamente um “jogo de boa” pra todo mundo assistir.

Gostei muito de Dispatch: personagens carismáticos, humor ácido, clima de sátira de super-heróis e uma história que segura até o último episódio. E enquanto escrevo essa resenha, já estou tentando fazer outros finais, só pra ver até onde minhas decisões podem levar esse caos super-heroico corporativo.


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