Um Terror Que Foi Além do Que Eu Esperava
Achou que o último Game.LOG de 2025 já tinha ido embora?
Ainda faltava um jogo pra fechar o ano do jeito certo.
E esse último jogo acabou sendo Silent Hill 2 Remake.
Há pouco tempo tive minha primeira experiência com a franquia Silent Hill.
E ela começou pelo Silent Hill f, que, diga-se de passagem, foi um baita ponto de partida.
Sempre deixei claro que nunca fui o cara dos jogos de terror, mas a temática japonesa me fisgou de um jeito inesperado. Era estranho, desconfortável… e ao mesmo tempo viciante.
Pouco tempo depois, aqui estou eu falando de mais um jogo da franquia.
E não de qualquer um: Silent Hill 2, agora em sua versão remake.

Vou ser sincero desde já: no começo, eu ainda preferia o SH f. Muito por conta do cenário japonês, que conversa mais comigo. Mas essa opinião começou a desmoronar depois de um áudio que mandei para um amigo, tentando defender o SH f… só que o áudio inteiro parecia, na real, uma defesa apaixonada do próprio Silent Hill 2.
Foi aí que caiu a ficha.
Puzzles? SH2
Sustos? SH2
Gameplay? SH2
Eu não estava sendo crítico.
Eu estava sendo clubista.
O Jogo
Silent Hill 2 Remake (2024) é a nova versão de um clássico lançado originalmente no PlayStation 2. Aqui acompanhamos James Sunderland, um homem quebrado emocionalmente que recebe uma carta de sua esposa, que morreu há três anos, dizendo que o espera na “calma” cidade de Silent Hill.
E quem conhece a franquia já sabe: não existe calma nenhuma ali.
A história é pesada, desconfortável e cheia de camadas. Não é um terror que depende apenas de monstros ou jumpscares; é um terror psicológico que mexe com culpa, luto, negação e autodestruição.
Cada ambiente, cada som distante e cada silêncio prolongado parecem existir para te deixar mal… e isso é um elogio enorme.
Gameplay e Clima

A gameplay se resume a explorar, resolver puzzles e sobreviver ao desconforto constante.
E quando eu digo constante, é constante mesmo.
Teve momentos em que não tinha absolutamente nada na tela… e eu ainda assim tomava susto.
Diferente do Silent Hill f, onde eu jogava curioso, aqui eu joguei tenso do começo ao fim. Cada corredor longo, cada porta que eu precisava abrir, cada rádio chiando… tudo me deixava em estado de alerta máximo.
Em alguns momentos, precisei até trocar de fralda.
Pyramid Head: quando o terror vira presença

E não tem como falar de Silent Hill 2 sem mencionar o Pyramid Head.
Mesmo quando ele não está em cena, você sente que ele pode aparecer a qualquer momento. É aquele tipo de personagem que não precisa ficar pulando na sua frente para assustar, a simples possibilidade da presença dele já muda completamente o clima.
Toda vez que ele surgia, o jogo parecia desacelerar de propósito. O medo não vinha do susto, mas da sensação de impotência, de não saber se dava para enfrentar, fugir ou simplesmente aceitar que aquele momento ia ser desconfortável.
O Pyramid Head não é só um monstro marcante. Ele é parte do peso que o jogo carrega. E cada encontro com ele reforça que Silent Hill 2 não quer te deixar confortável, quer te testar.
Conclusão
Silent Hill 2 Remake não soa como uma simples cópia, mas como uma experiência completa por si só. Ele se sustenta sozinho, mesmo para quem nunca jogou o original.
Ele é uma aula de como atualizar um clássico sem perder sua essência, elevando tudo o que já funcionava: narrativa, atmosfera, puzzles e impacto emocional.
Mesmo não sendo fã declarado de jogos de terror, eu terminei essa experiência entendendo por que Silent Hill 2 é tão falado até hoje. Ele não quer apenas te assustar, ele quer te deixar desconfortável, reflexivo e, em alguns momentos, até culpado por continuar jogando.
E talvez seja exatamente por isso que ele seja tão bom.
Toda essa jornada foi gravada e está disponível no meu canal no YouTube, para quem quiser acompanhar essa experiência do começo ao fim.
Silent Hill 2 Remake acabou sendo um daqueles jogos que ficaram comigo depois que terminei. Não só pelos sustos ou pela história pesada, mas por ter me colocado de vez em um gênero que eu sempre evitei.
Fechar 2025 com esse Game.LOG faz sentido para mim. Foi um ano de experimentar coisas novas, jogar coisas diferentes e sair um pouco da zona de conforto.
Em 2026, a ideia é continuar exatamente assim.
2025 acaba aqui.
Em 2026, a gente continua jogando.

Produtor de conteúdo e apaixonado por games. Cresci jogando Spyro, Crash, Final Fantasy e Mortal Kombat, hoje transformo essa paixão em projetos de vídeo e edição. Também sou otaku de carteirinha (com direito a tatuagem de anime!).
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